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Dor crônica: entenda
os diferentes tipos

Dor crônica é aquela que persiste ou volta a aparecer por mais de três meses. Ela pode afetar o sono, o movimento, o trabalho e o bem-estar. Entender como essa dor pode estar sendo produzida ajuda o profissional de saúde a planejar a investigação e o cuidado.1, 2

As palavras usadas para descrever a sensação oferecem pistas. Ainda assim, a confirmação depende da história clínica, do exame físico e, quando necessário, de exames complementares.1, 2

Saiba diferenciar dor crônica de dor aguda

A dor aguda costuma estar ligada a uma lesão, doença ou procedimento recente e tende a acompanhar o período de recuperação. A dor crônica persiste ou reaparece por mais de três meses e pode continuar mesmo quando o evento inicial já passou.1, 3

Dor nociceptiva ou neuropática

Ilustração de corpo humano visto de costas com pontos de dor nas articulações e na coluna

Dor nociceptiva

Surge quando receptores de dor são ativados por uma lesão real ou possível em tecidos como músculos, articulações, ossos ou órgãos. Inflamação, desgaste articular e lesões musculares estão entre os contextos possíveis.2, 3

A sensação pode incluir:

  • dor localizada ou sensível ao toque;2, 3
  • peso, pressão ou latejamento;2, 3
  • piora com determinados movimentos ou esforços;2, 3
  • sensibilidade relacionada à área afetada.2, 3
Entenda melhor a sua dor
Ilustração de corpo humano visto de costas com os nervos destacados ao longo da coluna

Dor neuropática

É causada por uma lesão ou doença que afeta o sistema nervoso responsável pelas sensações. Pode ocorrer, por exemplo, em algumas neuropatias, radiculopatias e após certas lesões de nervos.2, 3

A sensação pode incluir:

  • queimação ou ardência;2, 3
  • choques ou pontadas;2, 3
  • formigamento ou dormência;2, 3
  • dor provocada por um toque que normalmente não seria doloroso;2, 3
  • dor que acompanha o trajeto de um nervo.2, 3
Entenda melhor a sua dor

Uma pista ainda precisa de avaliação.

Queimação, choque ou formigamento podem sugerir participação do sistema nervoso, mas nenhum sintoma isolado confirma dor neuropática.2, 3

Há outros mecanismos de dor

Dor nociplástica

Está relacionada a alterações no processamento dos sinais de dor, sem evidência clara de lesão nos tecidos que explique a ativação dos receptores de dor e sem lesão ou doença identificada no sistema somatossensorial.2, 3

Dor mista

Mais de um mecanismo pode estar presente ao mesmo tempo. Essa combinação ajuda a explicar por que pessoas com diagnósticos parecidos podem sentir dores diferentes e responder de formas distintas ao tratamento.2, 3

Médica mostrando informações em um tablet para uma colega

Informações que ajudam
o profissional de saúde

Você não precisa chegar à consulta sabendo o nome do mecanismo.3
Registrar como a dor aparece ajuda a construir uma descrição mais completa:

  1. onde a dor começa e para onde ela se espalha;3
  2. há quanto tempo está presente e com que frequência aparece;3
  3. como é a sensação, com suas próprias palavras;3
  4. o que costuma piorar ou aliviar;3
  5. como interfere no sono, movimento, trabalho e rotina;3
  6. quais tratamentos já foram tentados e como você respondeu a cada um.3

A avaliação clínica reúne essas informações ao exame físico. Exames adicionais podem ser solicitados quando contribuírem para identificar a causa, o mecanismo ou outras condições associadas.3

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